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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Amorica


Amorica (1994), terceiro disco dos Black Crowes, é um dos melhores e mais originais momentos do blues/rock dos 90's, e, de quebra, ainda traz a formação clássica da banda com o excelente Marc Ford nas guitarras e Eddie Harsch nos teclados.
Curtido em psicodelia, belas melodias, guitarras e percussões afro, Amorica soa como uivo já nas primeiras faixas, 'A Consiracy' e 'High head blues'; clima estradeiro total em 'Wiser Time' e 'Nonfiction'. Seguida de uma bafora sugestiva 'Cursed Diamonds', balada onde se destacam os vocais de Chris Robinson e os sofisticados arranjos de seu irmão Rich Robinson, um dos pontos altos do disco que encerra em grande estilo com a instrumental 'Sunday Night Buttermilk Waltz', country/ blues rock com violão e viola executados pela dupla de guitarristas impecável Rich Robinson e Marc Ford.

da esquerda pra direita;(os irmãos Rich e Chris Robinson e, o guitarrista, Marc Ford gravando os vocais em 93).

A famosa e polêmica capa onde expõem a silhueta de uma modelo de biquíni é CENSURADA no mega mercado, E.U.A, mesmo assim o álbum chega ao Top 10 das paradas americanas. O belíssimo trabalho de arte (capa/ encarte) é assinado por Chris Robinson e Janet Levinson, vem cheio de referências a festas, antigas deusas da Babilônia, papoula e outras plantas, amor e, principalmente, busca na figura feminina uma semi-deusa.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Stevie Ray Vaughn

Stevie Ray Vaughn, falecido precocemente aos 35 anos

No último dia 27 de agosto (segunda-feira), foi a data de 20 anos da morte de Stevie Ray Vaughn, em decorrência de um acidente de helicóptero após participar de um show em Wisconsin, Estados Unidos, com outras lendas do blues: Eric Clapton, Buddy Guy, Robert Cray e o seu irmão mais velho, Jimmy Vaughan.  
Stevie gostava de guitarras espessas e cordas pesadas 0.13mm. Tocava meio tom abaixo, (Eb) mi bemol e ocupa seu lugar entre os melhores e mais influentes em seu ofício.
Gravou o aclamado disco de estréia Texas Flood, em 1983, que o tirou do anonimato e é o disco de blues mais popular dos últimos vinte anos. Cultivou parcerias, biritas e muitos shows e bons discos como In Step, de 1988, que lhe rendeu um Grammy.
As primeiras gravações do texano que ouvi eram de sessões acústicas, só viola e voz, blues chapado, pesado e selvagem!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Rory Gallagher and Jerry Lee Lewis at the Roxy

O carismático e brilhante, Rory Gallagher

Cerca de um ano após o lançamento de Jerry Lee Lewis, London Sessions, que contava com a participação de Rory Gallagher, foi agendado um show do pianista mais rocker do mundo no famoso clube Roxy, em Los Angeles.
Astros da música e do cinema foram convidados especialmente para a ocasião, assim como produtores, empresários e as groupies mais quentes da redondeza.
O show ia muito bem até que John Lennon chega no local e começa a chamar mais atenção que da platéia que do que o próprio Jerry Lee Lewis. De cabelos curtos e calmamente sentado no balcão do Roxy, Lennon parecia não se intimidar com o tumulto que começa a se formar ao seu redor.
Todo mundo comentava algo e as atenções estavam viradas para Lennon. Jerry furioso, começa a tocar uma versão selvagem de “Jerry Lee Rag”, porém nada do que acontecia naquele palco parecia desviar a atenção do pessoal, até que Jerry manda a banda parar de tocar e começa a falar o microfone um monte de besteira sobre os Beatles e o quanto as musicas deles eram uma merda. Mete o pau também nos Stones, brandando que ninguém fazia rock nesse mundo como ele próprio.
Lennon adorou a atitude de Jerry, subiu no balcão e ficou gritando em direção ao palco: “pode crer, os Beatles eram uma bosta mesmo cara!”.
 Todo mundo começou a dar risada da situação e Jerry não entendeu nada, pensando que Lennon estava mandando-o tomar naquele lugar...
Jerry arrastou o piano pelo palco e o destruiu-o em pedaços...
O pianista sempre andava armado e pela sua reação parecia que ele puxaria sua arma a qualquer instante e começaria a disparar na direção de Lennon! O público começa a deixar o local e o clima começa a ficar cada vez mais tenso até o show ser interrompido e Jerry Lee ser levado à toda força para os camarins.

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 Rory Gallagher e Jerry Lee durante as gravações de "The London Sessions"

Rory Gallagher, que era um convidado especial de Jerry, achou uma boa ir até o backstage acalmar o amigo, afinal de contas, o relacionamento entre os dois no estúdio tinha sido muito bom. Donal, irmão e empresário de Rory, tentou impedi-lo falando que Jerry iria, no mínimo, espancá-lo. Só deixou Rory seguir em frente com a condição de que ele e o segurança pessoal dos irmãos Gallagher, Tom O' Driscoll (também presente na ocasião) fossem juntos.
Jerry estava sentado sozinho e de cabeça baixa, no camarim, completamente vazio. Obviamente até o mais durão membro da equipe do astro estava se escondendo de medo naquele instante. Rory se aproximou e sentou ao lado de Jerry que estava ainda vermelho de ódio. Antes que qualquer palavra fosse dita, a porta se abre e John Lennon entra no camarim!
Um silêncio mortal se instalou e sem que ninguém esperasse o gigante guarda-costas de Gallagher se atira de joelhos na frente de Lennon e começa a chorar!
O sujeito beijou a mão de Lennon e falou: “Eu esperei mais de vinte anos para conseguir um autógrafo do rei do Rock'n'Roll”
Agora sim o juízo final estava por vir. Já não bastava Lennon ter roubado as atenções durante todo o show, no camarim de Jerry a cena se repetia.
Jerry foi logo buscando algum objeto para atirar contra o roqueiro inglês. Chegou a conferir em sua bota de cano alto se sua arma estava por ali. Lennon sentindo que o clima ia realmente esquentar, rapidamente assinou o pedaço de papel para o segurança. Rasgou um pedacinho do mesmo papel, roubou a caneta do fã e se dirigiu para Jerry Lee.
O beatle repetiu passo a passo a idolatria que tinha acabado de protagonizar: ajoelhou-se, beijando a mão de Jerry e falou:”Eu esperei mais de vinte anos para conseguir um autógrafo do verdadeiro rei do Rock'n'Roll”.
Jerry se deleitou com a atitude inesperada de Lennon. Assinou o papel e começaram a conversar como se nada tivesse acontecido...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

For Son House


Dormi em estações do metrô, em camas de motéis velhos e sujos e no chão de amigos. Fui à clubes noturnos do público branco e pessoas intragáveis aqui em sampa, todos querendo ser descolados e cool a qualquer custo.
O primeiro violão quebrado ganhei na igreja e, lá mesmo, forjei alguns acordes. Corri da igreja atrás do diabo que deixou Robert Johnson virtuoso, mas ele já não era visto há alguns anos. Concluí que ele deve ter permanecido na mesma encruzilhada em 1925 e em chamas.
Só fui encontra-lo anos mais tarde alojado em uma garrafa. Tomei tudo, até a última dose e gota na semana passada. Acabou!
Aqueci meu bottleneck na fogueira depois que você matou aquele cara. Me trouxe problemas até os ossos e, mesmo assim, elas permaneceram se chacoalhando com “My Black Mama” e “Death Letter”.
Alguns caras se dizem seu pupilo hoje em minha cidade e entendem de técnicas e instrumentos caros, sendo parte de uma elite de músicos que não fez mais que olhar pro seu próprio umbigo. 
Esqueceram de dizer a eles que, em 1927, um violão custava 3 dólares, o que fez com que muitos despojassem talento empunhando um violão ou gaita, cantando gospel e/ou folk, grande depressão e lei seca, e que você tão pouco tinha todos os dentes em sua boca.
– “Quem precisa dessa elite paulistana do blues?”
Te trouxeram de volta em 1964, seus jovens admiradores ingleses, certo?! Fico imaginando você rodeado deles e pensando - “ Rolling Stones, hein?! Isso é um pouco familiar” e as perguntas velhas sobre Robert Johnson e Charlie Patton. Pra eles são meros fantasmas, mas foram seus parceiros em outra época.
Ok, House! Sei que matou em legitima defesa, talvez um marido ciumento, certo? Não faz mal, você nos ensinou e até hoje elas chacoalham o quadril.
Certa vez, acordei em uma praça e, em outras noites, camas de estranhos - “Merda, onde eu estou!”.Isso também deve ter acontecido um dia com você, não é?!
Todos te copiaram, mas ficaria desapontado e surpreso em saber que não há blues nas periferias.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Frank Zappa

Frank Zappa: guitarrista, compositor, arranjador, regente, band-leader, produtor, inventor, sátiro anárquista, etc...

Frank Vincent Zappa (1940 - 1993) foi um exímio guitarrista, músico e compositor dos mais produtivos do século XX. Sua obra musical estende-se do rock ao jazz até a música clássica juntando os ambos. Considerado um dos maiores gênios musicais de todos os tempos. Algumas frases do mestre;

"Conduzir uma orquestra é abanar as mãos ou um pedaço de pau, criando desenhos no ar, onde são interpretados como mensagens musicais por gente de fraque, que preferiria estar pescando."

"A mente é como um pára-quedas. Só funciona se abri-lo."

"A emoção de um músico é a coisa mais importante, é o que sobrepõe ao acorde. Se deixar isto de fora, a música não vai lhe tocar."

"Droga não é o mal. A droga é um composto químico. O problema começa quando pessoas tomam drogas como se fosse uma licença para poderem agir como babacas."

"Sem um desvio do normal, progresso é impossível."

"Sem música para decorar, tempo é só a monotonia de prazos de entregas e contas à pagar."

"Política é o departamento de entretenimento da indústria."

"Se você quer trepar, vá à faculdade. Mas se você quer aprender alguma coisa, vá à biblioteca."

"Se você acabar com uma vida tediosa e miserável porque você ouviu seus país, seus professores, seu padre ou alguma pessoa na televisão, dizendo para você como conduzir a sua vida, então a culpa é só sua e você merece."

"Meu conselho para quem quer ter uma criança sadia e feliz é mantê-la o mais longe possível de uma igreja. Crianças são ingênuas e confiam em todo mundo. Escola já é ruim mas se levá-la para a igreja, então está querendo mesmo problemas."

"A maioria das pessoas não reconheceria uma música boa se ela viesse e as mordesse na bunda."

"Alguns cientistas acreditam que hidrogênio, por ser tão abundante, é o elemento básico do universo. Eu questiono este pensamento. Existe mais estupidez do que hidrogênio. Estupidez é o elemento básico do universo."
"Existe mais canções de amor do que qualquer outro tipo. Se canções influenciasse as pessoas, amaríamos uns aos outros."

"Existem vários guitarristas muito bons por aí, mas posso lhe garantir que sou o único fazendo as coisas que faço. Isto porque não me apresento como um estrela. Vou lá pra tocar composições."

"Tocar guitarra é como trepar. Você jamais esquece, a não ser que você seja realmente muito burro."

"A parte mais feia do seu corpo é sua mente."

"Pessoas consomem produtos via respiratória para poderem diminuir seu nível intelectual e assim poderem se sentir parte da turma. Afinal, ninguém gosta de andar com quem é mais inteligente do que você. Isto não é divertido."

Magic Fingers faz parte do filme 200 Motels, produção barata de 1971, cheio de viagens surrealistas. Creio que nunca foi lançado por aqui, porém vi uma versão em inglês original. Conta com a participação de Ringo Starr, além de Eddie e Flo ex-integrantes dos The Turtles, que participam cantando muito neste som.

 

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Devoto do Blues - Rory Gallagher

Tímido, de hábitos simples e um gigante do Blues. Rory Gallagher pôs a Irlanda no mapa da música mundial, foi um dos grandes guitarristas do rock, folk e do blues e merece sempre ser lembrado.
Na Irlanda, existe um famoso dito popular - "Primeiro vem Jesus, logo depois vem Rory..."

domingo, 18 de abril de 2010

Quando os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra


Led Zeppelin Quando os Gigantes Caminhavam sobre a Terra, preenchendo ricamente meu fim de semana, um dos registros sobre música, músicos e tudo o mais que envolve este universo, e um dos melhores do gênero que tive a oportunidade de ler nos últimos anos. Deixa em evidência a parceria de Jimmy Page, articulador alquímico-ocultista da coisa toda e guitarrista brilhante ao lado de Peter Grant, o empresária mão de ferro, astuto e um dos mais importantes da indústria musical.
Segue o prólogo do incrível texto de Mick Wall.



Paraíso
Poderia ter acontecido em qualquer parte, mas é sempre melhor quando acontece nos Estados Unidos. Terra do leite e do mel, mundo de infinitas possibilidades. Terra do bendito rock'n'roll. Podia ter acontecido em qualquer lugar, mas nunca do jeito que aconteceu lá, naquelas noites em que dava para sentir as faiscas no ar, dava para sentir que eles brilhavam, pulsando como o neon no Sunset Boulevard depois que escurecia. Podia ter acontecido em qualquer lugar, mas nunca aconteceu para você ou para eles como aconteceu nos Estados Unidos.



Photo credit: wayupnorthtonowhere

De Nova York a Los Angeles, baby…o The Riot House… em algum lugar embaixo da mesa nos fundos do Rainbow… erva e vinho e coca e xoxota... beija, baby, beija… se deus ou o diabo fizeram algo melhor, devem ter guardado pra si mesmos.
Olhando para eles do palco, milhares deles, mexendo a cabeça, os seios de fora, as mãos para fora, as mãos para o alto, uma grande massa escura se contorcendo, sonhando, ávida de humanidade, todos esperando pelo seu sinal, pelo ritual para atingir o máximo de vertigem, se derramar e engoli-los, engasgar e fazer com que queiram mais. Ascensão! Para a luz! Aprendendo a voar com suas mãos e joelhos...
“Era essa a idéia”, você diria ao autor anos depois, " criar uma coisa hipnótica, hipnótica, hipnótica...” Arrastar o arco do violino pelas cordas da guitarra, fazê-las sofrer e gemer com a dor que queima por dentro. Então, erguendo o braço e apontando o arco... pra cima... para baixo... direto para eles... batendo como se fosse um chicote enquanto o som da guitarra quicava em seus rostos como uma pedra bem atirada na superfície de um lago. Machucando-os, ferindo-os, acariciando-os, dividindo-os – um demônio respirando, inspirando, expirando. Dando a eles um gostinho, mostrando um pouco de como era.
Será que os outros sabiam o que estava acontecendo? O que você estava fazendo? É possível. Mas ali em pé, tão perto das chamas, como poderia dizer? Tudo o que sentiam era o calor e a luz e o cheiro. Mas, se conseguissem ficar a uma boa distância, poderiam olhar para as sombras e então talvez conseguissem ver. Ver as sombras dentro das sombras, os tons cinza misturados aos pretos, as figuras espectrais sem rosto ou forma que olham de volta pra eles...


Você arrastaria o arco contra as cordas da guitarra, proferindo suas maldições, e eles o amavam por causa disso, caramba, como amavam, seu braço direito erguido, a varinha, seu corpo inclinado para fazer como um gancho, todo o seu ser ligado à coluna de luz que emanava do palco, subindo em espiral, como escuras, profundas, transformando-se em uma torre de degraus, que você os convida a subir, um a um, seguindo vvocê, o flautista. Para cima, para cima, para cima... a escada... para...



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Electric Ladyland - The Jimi Hendrix Experience

Capa original do histórico "Electric Ladyland", 1968
Era longe dos palcos e das multidões que acometiam aos shows aguardando algum tipo de pirotecnia que James Marshall Hendrix dava uma vazão ainda maior ao seu impulso criativo: entre as quatro paredes de um estúdio.
Em seu álbum de estréia ("Are You Experienced?") temos o "Experience" (Mitch Mitchell na bateria e Noel Redding no baixo) transpondo para o vinil a energia em estado bruto que aflorava em suas apresentações ao vivo, e já neste disco nota-se a disposição de Hendrix em experimentar todos recursos de estúdio possíveis na época, aliado à verdadeira proeza realizada por Eddie Kramer, engenheiro de som que acompanharia Hendrix pelo resto de sua carreira, que conseguiu registrar toda crueza da banda em parcos quatro canais. A seguir veio o "Axis: Bold As Love", no qual a musicalidade do power-trio vem de forma um pouco mais polida e as letras mais líricas, ao mesmo tempo em que expande ainda mais a experimentação sonora contida no disco anterior.
Contudo no "Electric Ladyland" Hendrix foi muito mais fundo, pois além de não sofrer a pressão por resultados imediatos tal qual nos primeiros álbuns, ainda por cima assumiu total controle da produção e direção dos trabalhos em estúdio. Soma-se a isso toda efervescência experimental/sensorial que rolava na época, e que Jimi, absorvia como uma esponja, expandindo-as ainda mais, em parte graças ao uso de drogas, principalmente alucinógenas, que ajudavam a "abrir os canais de percepção".
O Experience já se encontrava em franco processo de desintegração, pois Hendrix e Redding já vinham divergindo a algum tempo, e nas sessões de gravação as coisas pioraram ainda mais, pois pela primeira vez contavam com diversos músicos convidados, tais como Steve Winwood e Jack Casady. Na realidade o clima nas gravações era um tanto quanto anárquico, pois freqüentemente o pessoal emendava longas jams que começavam no estúdio e terminavam em algum clube local.
Mais ecléctico e experimental, incluindo uma longa seção de blues ("Voodoo Child"), a "jazzística" "Rainy Day, Dream Away"/"Still Raining, Still Dreaming" e aquela que é provavelmente a versão mais conhecida da música de Bob Dylan "All Along the Watchtower".
Entretanto, Hendrix passava por uma fase extremamente detalhista, fazendo com que vários takes fossem gravados até a exaustão, e passando noites trancafiado no estúdio ao lado de Eddie Kramer no processo de mixagem.
 

Na época Hendrix sugeriu uma capa no qual constava uma foto do Experience (feita pela Linda Estman - mais tarde Sra.McCartney), porém no lançamento inglês da época a gravadora optou por outra foto no qual aparecem 19 garotas nuas -embora contra a vontade de Jimi foi com essa capa que esse álbum ficou marcado.
O título do álbum também batizou o estúdio que Hendrix construiu em Nova Iorque - e praticamente não chegou a usar.Este álbum é visto como o auge da maestria de Hendrix como guitarrista, e é frequentemente citado como um dos maiores álbuns de rock de todos os tempos. Não foi somente o último álbum do The Jimi Hendrix Experience, mas também o último álbum de estúdio a ser profissionalmente produzido sob sua supervisão e considerado um dos mais importantes de qualquer época. Após Electric Ladyland, Hendrix passou os dois últimos anos de sua vida tentando organizar uma nova banda e gravando uma grande quantidade de músicas. Outra curiosidade desse período é sua relação com as forças ocultas, mas isso é material para outro post.

Track List:
... And The Gods Make Love
Have You Ever Been (To Electric Ladyland)
Crosstown Traffic
Voodoo Chile
Little Miss Strange
Long Hot Summer Night
Come On (Let The Good Times Roll)
Gypsy Eyes
Burning Of The Midnight Lamp
Rainy Day, Dream Away
1983... (A Merman I Should Turn To Be)
Moon, Turn The Tides... Gently, Gently Away
Still Raining, Still Dreaming
House Burning Down
All Along The Watchtower
Voodoo Child (Slight Return)
Jimi Hendrix: Vocais, guitarra
Noel Redding: baixo, vocais
Mitch Mitchell: bateria
músicos convidados:
Stevie Winwood (órgão)
Mike Finnigan (órgão)
Jack Casady (baixo)
Al Kooper (piano)
Freddie Smith (sax)
Larry Faucette (congas)
Buddy Miles (bateria)
Chris Wood (flauta)