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quinta-feira, 24 de junho de 2010

proclamation sans prétention II - Tiago Mine


Meus olhos
embebidos de carcere
ejaculam sangue
na intelectual latrina dos Reis
E costurados a rabicós
com tripas suínas
que de verdades
não vimos o inverno passar...
Preferimos o destilado purulento
servidos a maneira dos anjos
em taças de areia e mel.

Brindemos sem últimos goles!

O jarro cerebral espatifou-se
diante dos homens:
E não haverá mais cegos
que línguas sem paladar;
Não há mais sede nem frio,
Pois hoje
deus
está nu.

de Proclamação sem pretenção, livro de edição independente do poeta Tiago Mine Vieira.



sábado, 19 de junho de 2010

Proclamation sans prétention

A ignorância é ouro!
Venham junto a nós vagabundos alados:
brindar nossas asas toscas
entre palmas abundantes
de um feliz entretenimento;
e sob as vaias e urros
deitar-se abertamente
rendido sobre o chão
atapetando-se aos pés
dos inglórios espectadores -
como uma ingênua formiga
ignorante à própria infortuna,
para atenuar a culpa
do inocente enforcado
falado ao peso de sua
autoexistência.

Extraído de Proclamação sem pretensão (2007),  livro do poeta Tiago Mine Vieira