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quarta-feira, 5 de maio de 2010

by Mario Bakuna

me salvo agora
com primeira tinta da aurora

me salvo agora
as quatro da manhã
com a s mãos cheias de delicadeza
diante da inútil projeção de amar

acordarei
relutante ao vício onírico
sintoma demasiado de querer a solidão
não aquela em que dou
um instante a criação

outra
há que se faz pérola no centro da ostra
banhada de porre e saudade já que o amor se come assim
( mário bakuna)

 

terça-feira, 27 de abril de 2010

by Mario Bakuna


o  que
           pensa um maníaco com a navalha em riste?

serão tirados todo o brilho desses olhos arrogantes
que em vida não fez nada mais
do que durar a carne oca.
 viver

   é diferente

é como?
                       cadê o homem com pássaros na imaginação...?

e que se fosse deixado todo espectro de virtú

                                                                     beethoven tocando nos aparelhos da pop art 
picaretas universitários nunca subirão as escadas de Viêna

                                                                                   e tão pouco prestarão atencão à alguma melodia
    por estarem comovidos demais por cocaína e whisky
durar durar durar
                          e me disseram que isso era viver
                                                                              ( Mário Bakuna )

quantos corpos
 debruçados sobre a noite
encostam na carne vã 
sim
quando lembrei de ter lembrança 
era você.
 essa ultima imagem penetrando no meu sonho lúcido
 quando subir minha carne esse desejo
prometo que não te procuro.
                                                                               
( Mário Bakuna )