Apesar da falta de salas de cinema no país acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro de 31 de março á 10 de Abril o Décimo Sexto Festival de Documentários É Tudo Verdade (It's All True), teve na sessão de abertura o filme 'The Black Power Mixtape' de Göran Huho Olsson.
The Black Power Mixtape
Um tesouro em 16 mm, filmado pela televisão sueca, acompanhando o auge do Movimento Negro nos EUA entre os anos 60 e 70 e que ficou em arquivo por 30 anos é a base deste documentário. Figuras-chave como Martin Luther King, Stokely Carmichael, Bobby Seale, Eldridge Cleaver, Huey P. Newton, Angela Davis e outros povoam estas imagens, comentadas no filme por diferentes gerações – como a própria Angela Davis, Harry Belafonte, Sonia Sanchez, Erykah Badu, Talib Kweili e John Forte. Ao mesmo tempo que se reexamina capítulos cruciais da luta pelos direitos civis, as manifestações pela não-violência de Luther King e a postura mais incisiva dos Panteras Negras, os observadores de hoje procuram fazer um balanço da importância, dos efeitos e das decepções de um rico momento social, político e cultural captado por um olhar externo.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
domingo, 29 de agosto de 2010
The Year Punk Broke
Seria heresia afirmar nos dias de hoje que uma banda de rock simples e sujo, mesmo com boas letras, iria desbancar das paradas artistas como Beyoncé ou Lady Gaga.
No entanto, foi o que aconteceu no começo dos anos 90 quando o, até então pouco conhecido, Nirvana colocou no mercado seu segundo disco Nevermind obrigando que os grandes barões de gravadoras repensassem tudo o que vinham trabalhando nos últimos anos e colocar a seguinte questão: "Como uma banda acostumada a tocar em pequenos nichos, espeluncas e clubes cheirando a mijo, iria destronar o rei do pop do topo das paradas de sucesso (no caso, o disco Dangerous do Michael Jackson) e ser aclamada pelo melhor e pior da imprensa e público?" Nevermind, vendeu algo em torno de 26 milhões de cópias e, mesmo lançado há 19 anos, continua sendo um dos trabalhos mais influentes do cenário musical.
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| Nirvana Nevermind, 1991 |
O ano de 1991 marcou uma retomada de valores na música que estavam esquecidos e ignorados pela mídia fazia um bom tempo. A nova década parecia fadada ao lixo mais comercial e despretensioso de idéias e atitude possível, principalmente no rock, com toda super produção de venda da imagem enfiada goela abaixo. Entretanto, através de um pequeno esquema de divulgação local em Seatle (principalmente pelo selo da Sub Pop) bandas de garagem com sonoridade e agressividade necessárias do punk/ hardcore, ao mesmo tempo com lirismo característico das bandas dos anos 60 e excelentes melodias, começam a chamar à atenção. Eram apenas jovens fazendo música por farra e teimosia, cansados do som proposto na época e trazendo de volta o espírito do it yourself (faça você mesmo) e a sonoridade condizente com a situação. Imediatamente o mercado enxergou o potencial comercial dessa geração e logo fodeu com tudo ao injetar milhões na tentativa de domestica-los em favor da indústria e do mainstream.
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Kurt Cobain on stage in the Reading Festival, 1991 |
1991: The Year Punk Broke, documentário independente dirigido por Dave Markey, acompanha a turnê do Sonic Youth pela Europa com o, Nirvana, Babes in Toyland, Dinosaur Jr e Gumball, além dos Ramones, referência de todos, Courtney Love e alguns integrantes do Mudhoney. O filme marca o período de transição de pequenos públicos para as grandes platéias e festivais como o Reading Festival, ainda mostra imagens raras e exclusivas dos bastidores entre conversas bizarras e entrevistas desconexas à avacalhação com a imprensa que, acostumados com bandas cheias de frescuras e poses, se deparam com músicos sem o deslumbramento com o glamour (antes quase essencial no rock), loucos de ácido, preocupados apenas em tocar e se divertir. Em determinado momento do vídeo, Thurston Moore (guitarrista, vocalista) do Sonic Youth, em uma divagação poética a cerca da estética punk, tenta explicar a uma senhora na mesa de café ao lado por que o “punk declinou”, sem nenhum retorno aparente. Thurston também protagoniza com sua esposa Kim Gordon (guitarrista, baixista, vocalista), Kurt Cobain e Mark Arm, outras cenas hilárias pelas ruas ou no backstage. Os shows são antológicos com maior destaque para o Sonic Youth e o Nirvana que havia recém assinado com uma grande gravadora, por sugestão de Thurston Moore, e já quebravam (literalmente) tudo no palco pra delírio dos espectadores e das outras bandas fazendo um show seminal, no melhor sentido da palavra. Vale lembrar que se trata de uma produção independente mesmo assim é um dos melhores e mais divertidos filmes do gênero.
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domingo, 8 de agosto de 2010
The Runaways
O filme The Runaways, dirigido por Floria Sigismondi, estreou 09 de Abril de 2010 nos Estados Unidos, baseado no livro Neon Angel da vocalista, Cherrie Currie, e por isso mesmo, focaliza quase exclusivamente a sua perspectiva da banda e seus acontecimentos focalizados primordialmente em Cherrie e Joan Jett. Conta com as atuações de Kristen Stewart e Dakota Fanning.
The Runaways foi uma das primeiras bandas formada só por mulheres em Los Angeles, Califórnia em 1975, emplacando poucos hits, deixou um enorme legado. As guitarristas Joan Jett, com seus Blackhearts, e Lita Ford foram bem sucedidas em suas carreiras solo após o final da banda em 1979, Joan com mais influências do punk e Lita Ford mais heavy metal e glam rock.
Joan Jett está com vários lançamentos nesse ano, entre eles a sétima compilação de sua bem sucedida carreira o duplo “Greatest Hits”, lançado pela Blackhearts Records (gravadora independente fundada por Joan Jett e Kenny Laguna). Joan continua bela e detonando com os Blackhearts.
The Runaways desfrutou de breve sucesso, inclusive no Japão, e apenas hoje sua importância é reconhecida. De quebra, influênciaram nos anos 80 e 90 várias bandas feminimas como L7, Girlschool, 7 Year Bitch, Babes in Toyland, entre outras. Na trilha sonora, Suzi Four, MC5, The Stooges, David Bowie, Joan Jett, Sex Pistols e The Runaways.
O “Greatest Hits” de Joan Jett, lançado em vários formatos, o álbum inclusive ecologicamente correto, contêm 21 faixas, oito delas foram regravadas e estão presentes no filme.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Lemmy is Rock'n'Roll and Rock'n'Roll is Lemmy
"Lemmy" the Movie, 49% motherfucker. 51% son of a bitch
“Somos o Motörhead e tocamos Rock'nRoll”, anuncia Lemmy Kilmister empunhando um Rickenbacker com o volume no talo à alguns milhares de fãs prestes a saborear um espetáculo sonoro como poucos nos dias atuais. Após quatro décadas o frontman do Motörhead, finalmente tem registrada sua imensa importância na historia da música. Aos 63 anos, ele continua vivendo o estilo de vida rock'n'roll e conquistando seguidores com ¼ de sua idade.
Realizado por Greg Olliver e Wes Orshoski, "Lemmy" The Movie, documentário que reúne depoimentos de familiares e gente do metal, do punk, do rap e até da música eletrônica na tentativa de explicar o fascínio por trás do homem de atitude rocker e responsável por várias pérolas fura tímpanos da história do rock ainda em atividade, gravando e saindo em turnês com o Motörhead que está prestes a completar XXXV anos na estrada sobrevivendo a todo tipo de modismos durante esses anos. O filme resgata tretas antigas com bom humor e acompanha três anos da vida do líder do Motörhead na estrada - além de jam sessions com Dave Grohl, Metallica e sua banda de blues The Head Cat.
"Lemmy" The Movie, traz ainda imagens raras do baixista no The Rockin'Vickers, sua primeira banda em meados dos anos 60, além de shows com o grupo de space rock Hawkind, do qual foi chutado nos anos 1970 por ser "muito acelerado" - graças ao speed - para o espírito mais psicodélico da banda. Lemmy, no documentário, minimiza e tira sarro do episódio: "Eu estava transando com a namorada do vocalista" e “Estava tomando as drogas erradas”. A propósito, vai a receita da bebida perfeita pelo próprio: “Um terço de Jack Daniels, dois terços de Coca, sobre cinco cubos de gelo. Não se preocupe em agita-la, ela irá agitar você! E quando puxar para cima, dobrar e bebê-la de cabeça pra baixo, o que irá curar seu soluço!”
O documentário ainda não tem data de estréia no Brasil mais dá pra ter uma idéia pelo trailer:
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Dennis Hopper (1936 - 2010)
Dennis Hopper em Easy Rider (1969)
Não poderia deixar de prestar uma modesta homenagem à Dennis Lee Hopper (ator/diretor) que faleceu no sábado, 29 de maio aos 74 anos. Lembro vagamente da primeira vez que assisti ao filme Easy Rider (1969), que no Brasil leva o nome de Sem Destino, provavelmente em alguma madrugada no corujão ou algo do tipo quando, ainda garoto, não fazia idéia quem eram aqueles dois sujeitos insanos e barbarizando todas na American way of Life (sonho americano) no fim dos anos 60, época hedonista. Alguns anos mais tarde, conheci outros bons filmes com sua espetacular atuação como o Apocalipse Now (1979), clássico de Francis Ford Coppola.
Apocalipse Now (1979) de Francis Ford Coppola
Sem Destino, em que foi co-autor do roteiro, diretor e ator, é repleto de inovações como a narrativa acelerada e caótica. De baixo orçamento, levou ao cinema o consumo de maconha, tráfico de cocaína e popularizou motociclistas, sem as babaquices hippies da época. Tornou-se um fenômeno estético e cultural gigantesco, o filme abriu as portas à “nova Hollywood” - a geração de cineastas que, encabeçada por Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Peter Bogdanovich e William Friedkin, tomaria de assalto a “Meca do Cinema” nos anos seguintes, isto é, filmes de novos cineastas produzidos por eles mesmos e com grande liberdade artística, geralmente a baixos custos.
Hopper foi indicado duas vezes ao Oscar, uma delas pelo roteiro de Easy Rider e por sua atuação em Hoosers (1986). Triste e brochante o cara ter sido homenageado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood já debilitado pelo câncer. De qualquer forma, graças a caras como Hopper o cinema feito hoje é menos patético e sem graça.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Frank Zappa
Frank Zappa: guitarrista, compositor, arranjador, regente, band-leader, produtor, inventor, sátiro anárquista, etc...
Frank Vincent Zappa (1940 - 1993) foi um exímio guitarrista, músico e compositor dos mais produtivos do século XX. Sua obra musical estende-se do rock ao jazz até a música clássica juntando os ambos. Considerado um dos maiores gênios musicais de todos os tempos. Algumas frases do mestre;
"Conduzir uma orquestra é abanar as mãos ou um pedaço de pau, criando desenhos no ar, onde são interpretados como mensagens musicais por gente de fraque, que preferiria estar pescando."
"A mente é como um pára-quedas. Só funciona se abri-lo."
"A emoção de um músico é a coisa mais importante, é o que sobrepõe ao acorde. Se deixar isto de fora, a música não vai lhe tocar."
"Droga não é o mal. A droga é um composto químico. O problema começa quando pessoas tomam drogas como se fosse uma licença para poderem agir como babacas."
"Sem um desvio do normal, progresso é impossível."
"Sem música para decorar, tempo é só a monotonia de prazos de entregas e contas à pagar."
"Política é o departamento de entretenimento da indústria."
"Se você quer trepar, vá à faculdade. Mas se você quer aprender alguma coisa, vá à biblioteca."
"Se você acabar com uma vida tediosa e miserável porque você ouviu seus país, seus professores, seu padre ou alguma pessoa na televisão, dizendo para você como conduzir a sua vida, então a culpa é só sua e você merece."
"Meu conselho para quem quer ter uma criança sadia e feliz é mantê-la o mais longe possível de uma igreja. Crianças são ingênuas e confiam em todo mundo. Escola já é ruim mas se levá-la para a igreja, então está querendo mesmo problemas."
"A maioria das pessoas não reconheceria uma música boa se ela viesse e as mordesse na bunda."
"Alguns cientistas acreditam que hidrogênio, por ser tão abundante, é o elemento básico do universo. Eu questiono este pensamento. Existe mais estupidez do que hidrogênio. Estupidez é o elemento básico do universo."
"Existe mais canções de amor do que qualquer outro tipo. Se canções influenciasse as pessoas, amaríamos uns aos outros."
"Existem vários guitarristas muito bons por aí, mas posso lhe garantir que sou o único fazendo as coisas que faço. Isto porque não me apresento como um estrela. Vou lá pra tocar composições."
"Tocar guitarra é como trepar. Você jamais esquece, a não ser que você seja realmente muito burro."
"A parte mais feia do seu corpo é sua mente."
"Pessoas consomem produtos via respiratória para poderem diminuir seu nível intelectual e assim poderem se sentir parte da turma. Afinal, ninguém gosta de andar com quem é mais inteligente do que você. Isto não é divertido."
Magic Fingers faz parte do filme 200 Motels, produção barata de 1971, cheio de viagens surrealistas. Creio que nunca foi lançado por aqui, porém vi uma versão em inglês original. Conta com a participação de Ringo Starr, além de Eddie e Flo ex-integrantes dos The Turtles, que participam cantando muito neste som.
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